COUTO, Mia - " Mar Me Quer" 12ª Edição. Lisboa: Editorial Caminho, SA, 2000.
Resolvi ler "mar me quer", sendo este um romance que foi criado em 1998 pelo escritor Mia Couto. Foi baseado do início ao fim num relacionamento de amizade entre Zeca Perpetuo e Dona Luarmina, porque apesar dele gostar dela, ela só o via como um amigo.
Zeca era um homem com uma idade avançada, doente mas no entanto apaixonado pela Luarmina, apesar de ela ser idosa, forte e sem qualquer tipo de beleza. A ação desenrola-se em Moçambique, numa aldeia junto à praia, sendo neste lugar que se inicia a ação.
No passado, Aqualberto, pai do Zeca era pescador e numa das suas viagens ao mar conheceu uma encantadora rapariga acabando por perde-la lá. No entanto, continuou-o a procura-la, infelizmente sem sucesso. Às portas da morte, pediu a seu filho para prometer que a partir daquele dia iria todos os dias à praia tratar dela, que supostamente estaria sem vida e ao mesmo tempo que isto acontece Zeca, cada vez se aproxima mais da sua vizinha Dona Luarmina acabando assim por se apaixonar por ela. Ele vai visita-la sempre que possível, entretanto ela sempre pede-lhe para contar histórias sobre aventuras passadas no mar, assim ela aproveitando-se conta-lhe também histórias sobre a vida dela.
Num desses dias, Zeca resolve contar-lhe a história do seu pai Aqualberto e Luarmina ouvindo à história a percebeu-se que era o seu amado do passado e por tanto, resolveu contar a Zeca o maior segredo da sua vida, Zeca ficou admirado por tratar dela durante tanto tempo (mesmo sabendo que ela estava morta) e agora ter percebido que ela esteve sempre do seu lado. A doença dele está a agravar-se constantemente, assim quando Luarmina acaba o seu segredo, ele fala com ela durante algum tempo e por fim acabando por morrer.
Inicialmente este título e a sua capa levaram-me a pensar que era sobre uma rapariga que passava os dias a pensar num rapaz e a saber se ele "bem me quer, mal me quer", no entanto, o título "Mar Me Quer" é uma variação poética destes versos.
Chamou-me à atenção a seguinte citação: " A vida é tão simples que ninguém a entende ", porque é o ser humano que a complica.
Bruna
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