domingo, 12 de janeiro de 2014



DE BARROS BAPTISTA, Inês – “Morrer é só não ser visto”. Lisboa: Editorial Planeta, 2010.





     Resolvi ler um livro escrito pela autora Inês de Barros Baptista, “Morrer é só não ser visto”, pois achei um tema bastante cativante e interessante. Este livro fez-me refletir sobre a realidade da vida e que por mais difícil que seja perder alguém de quem gostamos muito ou tenhamos uma relação muito forte, não devemos de “baixar a cabeça”, mas sim erguê-la e seguir em frente com a nossa própria vida.
     É um livro composto por várias histórias verídicas, onde algumas pessoas, até mesmo pessoas anónimas, falam das perdas dos seus filhos, pais, maridos, mulheres, avós ou entes queridos e como ultrapassaram esses tempos. Além de tratar de falecimentos ocorridos, trata igualmente de experiências de vida realizadas pelos testemunhos. São apenas relatos verdadeiros, simples e bastante sentidos que basicamente abordam as suas perdas. Nota-se que as pessoas escolhidas para contar esses acontecimentos fazem-no de coração aberto (tal como diz na capa do livro – “Falar do luto de coração aberto”) deixando assim, partir a sua perda e acabando por saber lidar e viver com uma nova ausência na sua vida.
     Este livro lê-se rapidamente (demorei apenas uma semana) para quem gosta de ler. Ao decorrer da minha leitura, fui imaginando a dor, a tristeza dessas pessoas por perderam alguém tão especial. Acho que se fosse eu, mesmo sendo uma adolescente, não aguentava com tanta dor e sofrimento dentro de mim e não teria a mesma coragem e força que muitas dessas pessoas tiveram e continuam a ter. Mas, mesmo que tal aconteça, com este livro aprendi que é apenas uma passagem na vida e que todos nós iremos passar por o mesmo e só temos de ultrapassar esses obstáculos e seguir sempre em frente.
     Na minha opinião, acho que este livro serve de inspiração, não só por serem histórias que nos transmitem emoções e sentimentos, mas também por nos tentar perceber que é a realidade da vida. É um livro que acho que deve ser recomendado a todas as pessoas, desde as crianças aos adultos, pois talvez possa ser uma grande ajuda para quando tal acontecer, ajudando-nos também a saber lidar com a dor e como a ultrapassar.





Data: 16 / 12 / 2013


NOME: Ana Margarida da Silva Paiva   Ano/Turma: 9ºB   Nº 2

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